Um silêncio pesado e absoluto se instalou entre nós.
“Só piora as coisas.”
Eu esperava sentir triunfo ou raiva quando finalmente respondessem por seus atos, mas, em vez disso, a confissão deles simplesmente me deixou com uma sensação de vazio.
Olhei para o filho que criei e para a mulher que ele escolheu, e tentei encontrar algo que pudesse salvar.
Não consegui.
Porque, parada ali na soleira da porta, com meus sete netos atrás de mim e meu filho na varanda como um estranho pedindo para entrar, a verdade era cristalina.
A confissão deles simplesmente me deixou com um imenso vazio.
Talvez eles tivessem planejado voltar para buscar as crianças um dia, mas isso não fazia parte dos planos deles há muito tempo.
"Você deveria ir", disse Aaron.
Daniel me lançou um último olhar e se virou. Laura hesitou por mais um instante, com lágrimas nos olhos, e então seguiu Daniel.
Não havia nada que restasse para eles naquela casa além do estrago que haviam causado, e essas sete crianças finalmente haviam aprendido a lidar com isso.
Fechei a porta e, quando me virei, os sete estavam me abraçando.
Estávamos todos magoados com o que tínhamos descoberto, mas iríamos superar isso como havíamos superado tudo: juntos.
Os sete se abraçaram.