Minha futura sogra escondeu meu vestido de noiva e me deixou uma fantasia de palhaço… mas ela jamais imaginou que eu a usaria na frente de todos.

PARTE 1

“Minha sogra trocou meu vestido de noiva por uma fantasia de palhaço… e mesmo assim vou me casar com o filho dela.”

Essa foi a primeira coisa que eu disse quando abri a capa branca que estava pendurada no camarim da Fazenda San Jacinto, nos arredores de Cuernavaca.

Minha dama de honra, Camila, abriu o zíper da porta com cuidado, como se um milagre estivesse escondido lá dentro. Lá fora, mariachis ensaiavam suavemente. A suíte cheirava a laquê, gardênias e café fresco. Minha mãe tinha acabado de sair para verificar as flores. Tudo estava pronto.

Tudo, exceto meu vestido.

Durante oito meses procurei aquele vestido. Um modelo simples, de seda cor marfim, com detalhes bordados à mão nas costas. Não era o vestido mais caro da boutique Polanco, mas para mim tinha sido um enorme sacrifício. Eu, Valeria Cruz, psicóloga em uma clínica pública, economizei cada centavo para comprá-lo.

Mas quando Camila abriu o estojo, não havia seda nenhuma.
Apareceu uma camisa amarela com listras vermelhas, calças enormes de bolinhas, suspensórios verde-fluorescente, sapatos de plástico gigantes, uma peruca arco-íris e um nariz vermelho.

Uma fantasia de palhaço.