Pensei que fosse apenas uma escalada assustadora de sua obsessão pelos pais falecidos.
Eu estava enganada.
"Vovó... Mamãe e papai não morreram naquela noite."
"Gracie, eu já te disse..."
"Olha isso, vovó!"
Ela parecia tão séria que resolvi dar um desconto. Me afastei do fogão, onde estava fazendo panquecas para todos, e me sentei à mesa.
Abri a caixa.
A cozinha de repente pareceu pequena demais.
Minhas mãos tremeram enquanto eu tirava um maço de dinheiro. Então vi o que estava embaixo, bem no fundo, e meu coração quase parou.
Por dez anos, vivi uma mentira.
Abri a caixa.
Balancei a cabeça. Não fazia sentido nenhum.
Eu ainda me lembrava vividamente da última vez que vi meu filho, Daniel, e sua esposa, Laura. Eles tinham deixado seus sete filhos em casa para uma visita durante as férias de verão.
Eu ri e disse: "Sinto como se estivesse sendo invadida."
Daniel sorriu, me deu um beijo na bochecha e disse: "Você adora. Mas não os mande para casa muito mimados."
À meia-noite, o xerife estava à minha porta, dizendo que ambos haviam morrido em um terrível acidente.