“Nós os obrigamos a vir até nós”, respondi.
“Deveríamos perguntar a eles o que aconteceu.”
No dia seguinte, voltei ao banco e falei com o gerente da agência.
“Gostaria de iniciar o processo de encerramento desta conta”, eu disse.
Ele franziu a testa. “Isso pode acionar alertas imediatos para qualquer pessoa que a esteja usando.”
“Certo.”
Ele me olhou por um instante e assentiu com a cabeça. Entreguei a ele todos os documentos que eu havia carregado de uma agência para a outra quando resolvi os assuntos do meu filho dez anos antes.
***
Três dias depois, bateram na porta da frente.
“Isso pode acionar alertas imediatos para qualquer pessoa que a esteja usando.”
O homem na porta parecia mais velho e mais baixo do que eu me lembrava do meu filho, mas era inegavelmente ele. Laura estava um passo atrás de mim, mais magra do que eu me lembrava, com o olhar desviado.
“Então, é verdade. Você está vivo”, eu disse.
Atrás de mim, todos os sete estavam reunidos. Eu podia senti-los ali sem precisar me virar.
O olhar de Daniel passou rapidamente pelo meu rosto e se arregalou ao vê-los.
Aaron deu um passo à frente. "Onde vocês estiveram? E por que nos abandonaram? Encontramos a caixa com o dinheiro e nossos documentos..."
Daniel e Laura se entreolharam.
"Podemos explicar", disse Daniel.
"Então, é verdade. Vocês estão vivos."
"Queríamos levar todos vocês conosco, tínhamos planejado isso", disse Laura, "mas... Éramos sete. E Grace tinha apenas quatro anos."
"Tivemos que sair às pressas naquele dia." "Nem tivemos tempo de voltar e pegar o dinheiro da caixa. A situação era desesperadora", disse Daniel. Então, ele se virou para mim. "Ainda é. Mãe, por favor, precisamos reativar esta conta. Precisamos..."