“Hoje eu escolho você. E sempre escolherei você. Mas também escolho a mim mesma. Nunca mais pedirei permissão para reconhecer meu valor.”
Colocamos nossas alianças.
Quando o juiz disse que eu podia beijar a noiva, Mateo me beijou como se o mundo inteiro tivesse acabado de se voltar a nosso favor.
E então aconteceu algo que Teresa jamais imaginou.
O povo se levantou.
Primeiro meu pai. Depois minha mãe. Depois Camila. Depois Dom Ricardo. No final, quase todos os convidados estavam aplaudindo. Não pelo espetáculo em si, mas porque entenderam que tinham acabado de ver uma mulher se recusar a ser destruída.
Eu não me troquei na festa.
O vestido real estava pendurado em uma cadeira, visível a todos, com o bilhete em cima. Ninguém precisava inventar fofocas. A verdade estava ali, manchada e amassada.
Dancei a valsa com Mateo usando aqueles sapatos gigantes. Cada gritinho provocava risos, mas não eram mais brincadeiras. Eram risos de carinho, de incredulidade, de celebração.
Depois dancei com meu pai.
"Sinto muito por não ter conseguido te proteger disso", ele me disse.
“Sim, você me protegeu”, respondi. “Você caminhou comigo.”
À meia-noite, Mateo pegou o microfone.
“Quero dizer algo”, anunciou ele.
O silêncio tomou conta da sala.
“Hoje, minha esposa foi atacada por pessoas que deveriam tê-la respeitado. E, no entanto, ela respondeu com mais dignidade do que todos nós juntos. Por isso, quero deixar algo bem claro: quem não respeitar Valeria não terá lugar em nossas vidas. Nem por laços de sangue, nem por nome, nem por costumes.”